A ÚLTIMA TROMBETA - CAPÍTULO 1
CAPÍTULOS
CAPÍTULO 1
ESCATOLOGIA CRISTÃ
RECOMENDAÇÕES
E EXPLICAÇÕES INICIAIS AO LEITOR
Comentário do Blog
O nobre irmão em Cristo deve ter em mente que ao fazer esta
leitura precisará colocar a Palavra de
Deus no lugar que ela merece, isto é, acima dos conceitos e preconceitos
religiosos da atualidade. Use o seu sacerdócio
universal do crente e o seu direito ao livre
exame das escrituras, confirmado pelo próprio Senhor Jesus no texto bíblico
(João 5:39, Mateus 22:29 e João 10:35-36) para compreender o tema
que aqui será tratado. Livre-se também do preconceito contra servos
de Deus que enxergam a benção de forma diferente da sua.
Existem
três tipos de crenças sobre o arrebatamento entre os servos de Deus que
esperam a volta de Cristo (vivendo em santificação) e por conseguinte estarão
no céu com ELE (Vide II Timóteo 4:8).
Mas por quais motivos pessoas com entendimentos diferentes
estarão no mesmo céu? Por que a salvação não é segundo o entendimento
dos homens, mas segundo a graça dada por Deus e a Bíblia Sagrada defende este entendimento. A Bíblia Sagrada diz ainda
que árvore se conhece pelos frutos e não pela quantidade de revelação ou de conhecimento
bíblico alcançado (Vide Mateus 7:20-23).
A
aceitação e obediência plena à Cristo e o selo do Espírito Santo dado por Deus
garantem a salvação ao crente, o resto é "conversa solta" de
crente denominacionalista.
Assim
o grupo de servos de Deus que crê e que espera pela volta de Cristo pode ser
dividido em três subgrupos. Descubra em qual deles você se encaixa.
►
Os pré-tribulacionistas creem que a
igreja será arrebatada antes da grande tribulação. Os pré-tribulacionistas se dividem em vários subgrupos. Citaremos
apenas dois deles. O grupo principal (constituído por várias denominações
evangélicas) crê que a igreja será arrebatada antes do toque das sete trombetas
do apocalipse e que haverá salvação de gentios e de israelitas durante a grande
tribulação. Existe outro subgrupo que acredita que a grande tribulação começa
depois do toque da quarta trombeta e que as três primeiras já teriam sido
tocadas e que haverá salvação somente para Israel durante a grande tribulação.
►
Os midi-tribulacionistas creem que a
igreja será arrebatada no meio da grande tribulação.
► Os pós-tribulacionistas creem que a igreja será arrebatada depois da grande tribulação depois do toque da sétima trombeta de Apocalipse.
► Os pós-tribulacionistas creem que a igreja será arrebatada depois da grande tribulação depois do toque da sétima trombeta de Apocalipse.
AS DIFERENTES CORRENTES ESCATOLÓGICAS
Por Daniel
Conegero
Entre
as diferentes correntes escatológicas, basicamente o principal assunto
discutido é o milênio, além é claro, do modo como se interpreta o livro do
Apocalipse como um todo. Embora se dividam em quatro visões escatológicas
diferentes, dentro de cada uma das quatro visões ainda existem diferentes
interpretações de pontos específicos por seus adeptos. Vejamos um resumo dessas
quatro principais escolas escatológicas.
PRÉ-MILENISMO
HISTÓRICO
O
Pré-Milenismo Histórico defende que a segunda vinda de Cristo acontecerá em um
evento único após o período de tribulação (ou grande tribulação), ou seja, no
Pré-Milenismo Histórico a igreja estará na terra durante esse período de
tribulação intensa, e ao final deste período então ocorrerá a vinda de Jesus.
Na
segunda vinda de Cristo, os justos ressuscitarão, e os salvos que estiverem
vivos terão seus corpos transformados. Na ocasião, o Anticristo será julgado,
Satanás será preso e Cristo reinará durante mil anos literais na terra, cujo
período será de grande benção, paz e prosperidade.
Ao
final dos mil anos, Satanás será solto por um curto período de tempo e tentará
fazer uma guerra contra Deus, porém será derrotado definitivamente e lançado
para condenação eterna no Lago de Fogo. É também nesse momento que os ímpios
serão ressuscitados para serem julgados e condenados juntamente com Satanás e
seus anjos. Após esse acontecimento começará o estado eterno.
O
Pré-Milenismo Histórico vem sendo ensinado provavelmente desde o século I d.C.,
porém as primeiras evidências desse ensino datam do século II com Justino
Mártir e Irineu. Grandes nomes da Igreja adotaram o Pré-Milenismo Histórico
como: James Montgomery, Charles Spurgeon, George E. Ladd, M. J. Erickson,
dentre outros.
PRÉ-MILENISMO
DISPENSACIONALISTA
O
Pré-Milenismo Dispensacionalista é bem diferente do Pré-Milenismo Histórico.
Embora também tenha uma visão pré-milenial da segunda vinda de Cristo, o
Dispensacionalismo divide esse evento em duas fases distintas. Primeiramente
ocorrerá o arrebatamento secreto da Igreja, e, juntamente com o surgimento do
Anticristo, será dado início aos famosos sete anos de grande tribulação na
terra, que como base dessa cronologia é utilizada uma interpretação das setenta
semanas de Daniel (no caso esse período seria a septuagésima semana) combinado
com um esquema de leitura do livro de Apocalipse (sobretudo do capítulo 13). No
arrebatamento da Igreja ocorrerá apenas a ressurreição dos justos. No período
de sete anos de tribulação a Igreja estará com Cristo no céu.
Após
os sete anos de tribulação, haverá a batalha do Armagedom, e Cristo retornará
para destruir o Anticristo e os inimigos de Israel. As nações serão julgadas, e
as que tiverem apoiado Israel participarão do milênio, que será também um reino
literal de mil anos de Cristo na terra, como defende a visão anterior.
Haverá
a ressurreição dos judeus após os sete anos de tribulação. Os que se voltaram
contra Israel serão destruídos e aguardarão o último julgamento para condenação
eterna. No reino milenar, o Templo terá sido reconstruído e Cristo se assentará
no trono de Davi, para que se cumpra todas as profecias pendentes a Israel
(nesse sistema existe a completa distinção entre Israel e Igreja).
No
final do milênio, Satanás será solto por um período de tempo, enganará as
pessoas e fará uma rebelião contra Cristo e a Nova Jerusalém, porém Satanás
será derrotado e lançado no Lago de Fogo. Haverá também a ressurreição dos
ímpios para o grande julgamento, os quais serão lançados no Lago de Fogo.
O
Dispensacionalismo ou Pré-Milenismo Dispensacionalista, é com certeza a
corrente escatológica mais complexa e surgiu recentemente, em meados do século
19. Os principais nomes do Dispensacionalismo são: Jhon N. Darby, C. I.
Scofield (se popularizou nas notas de rodapé de sua Bíblia de Estudo), L. S.
Chafer, J. D. Pentecost, J. F. Walvoord, J. McArthur e H. Lindsey e outros.
É
importante ressaltar também que existe o Dispensacionalismo Progressivo, o qual
difere bastante do Dispensacionalismo Clássico. Nesse sistema a Igreja não representa
uma interrupção no plano de Deus para Israel como no modelo clássico, e sim uma
parte integral desse plano, ou seja, é uma progressão desse plano. O
Dispensacionalismo Progressivo, em sua maioria, defende a vinda de Cristo em um
evento único e pós-tribulacional.
PÓS-MILENISMO
A
visão Pós-Milenista acredita que a segunda vinda de Cristo ocorrerá após o
milênio. Dentro do próprio Pós-Milenismo existem diferentes opiniões sobre esse
período milenar.
Alguns
acreditam que se trata dos últimos mil anos antes da volta de Cristo, enquanto
outros defendem que o Milênio é o período que compreende desde a primeira até a
segunda vinda de Cristo. O Pós-Milenismo afirma que nesse período ocorrerá uma
completa evangelização no mundo, e que a maioria das pessoas serão convertidas,
o que ocasionará um grande desenvolvimento global em todos os aspectos (social,
econômico, político e cultural).
Entre
o imenso número de convertidos estarão também muitos judeus, que reconhecerão
Jesus como o Messias. No final desse período, Cristo voltará, acontecerá a
ressurreição tanto dos justos quanto dos ímpios, o julgamento final e o estado
eterno será estabelecido.
Grandes
teólogos e pregadores na História da Igreja ensinaram o Pós-Milenismo, entre
eles João Calvino (provavelmente), Jhon Knox, Jhon Owen, Jonathan Edwards,
Charles Hodge e outros.
AMILENISMO
Embora
o termo “Amilenismo” literalmente signifique “sem milênio” ou “não milênio”, o
Amilenismo de forma alguma nega o milênio. O Amilenismo entende que o capítulo
20 do Apocalipse que descreve o milênio, se refere ao período entre a primeira
e a segunda vinda de Cristo, ou seja, os “mil anos” são simbólicos e não estão
relacionado a um período de paz e prosperidade na terra, mas ao caráter
espiritual do Reino de Cristo.
Alguns
defendem que o Reino Cristo acontece, sobretudo, com os salvos que já morreram
e estão nos céu reinando com Cristo até a segunda vinda, enquanto outros
acreditam que também existe uma conexão com a igreja, e a pregação do evangelho
na terra, porém essa evangelização não será acompanhada de paz e prosperidade,
mas de sofrimento terreno, o qual a igreja de Cristo sempre enfrentou ao longo
de sua história.
No
Amilenismo o fato de Satanás estar amarrado não significa que ele está
totalmente “sem ação” no mundo, pelo contrário, ele está agindo no presente
momento, porém está limitado e incapacitado de barrar o avanço da pregação do
Evangelho na terra.
Os
Amilenistas também defendem um período final de tribulação sem precedentes em
que Satanás será solto, ou seja, Deus permitirá que ele engane novamente as
nações, e é nesse período que a Igreja passará por seu momento mais difícil na
terra. Então Cristo voltará com poder e glória, haverá a ressurreição geral
(santos e ímpios), o juízo final e o estado eterno, com novo céu e nova terra.
O
Amilenismo (mesmo que com algumas diferenças) foi defendido por notáveis
líderes e teólogos como, Agostinho, Martinho Lutero, Abraham Kuyper, Herman
Bavinck, G. Vos, L. Berkhof, Anthony Hoekema, William Hendriksen e outros.
Fonte: Estilo Adoração